“Men occasionally stumble over the truth, but most of them pick themselves up and hurry off as if nothing ever happened.” -Sir Winston Churchill
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Outros escritos...(II)
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Outros escritos... (I)
domingo, 29 de agosto de 2010
recadinhos... (1)
sábado, 21 de agosto de 2010
Reflexões...(6)
Nas minhas leituras deparei com este texto que, apesar de ter sido escrito no século I dC, me pareceu tão actual. Li com todo o cuidado e, não me restam dúvidas, é uma lição sobre como deveremos relacionar-nos com os outros...
"Nas relações humanas o perigo é coisa de todos os dias. Deves precaver-te bem contra este perigo, deves estar sempre de olhos bem abertos: não há nenhum outro tão frequente, tão constante, tão enganador! A tempestade ameaça antes de rebentar, os edifícios estalam antes de cair por terra, o fumo anuncia o incêndio próximo: o mal causado pelo homem é súbito e disfarça-se com tanto mais cuidado quanto mais próximo está. Fazes mal em confiar na aparência das pessoas que se te dirigem: têm rosto humano, mas instintos de feras. Só que nestas apenas o ataque directo é perigoso; se nos passam adiante não voltam atrás à nossa procura. Aliás, somente a necessidade as instiga a fazer mal; a fome ou o medo é que as forçam a lutar. O homem, esse, destrói o seu semelhante por prazer. Tu, contudo, pensando embora nos perigos que te podem vir do homem, pensa também nos teus deveres enquanto homem. Evita, por um lado, que te façam mal, evita, por outro, que faças tu mal a alguém. Alegra-te com a satisfação dos outros, comove-te com os seus dissabores, nunca te esqueças dos serviços que deves prestar, nem dos perigos a evitar. Que ganharás tu vivendo segundo esta norma? Se não evitas que te façam mal, pelo menos consegues que te não tomem por tolo. Acima de tudo, porém, refugia-te na filosofia: ela te protegerá no seu seio, neste templo sagrado viverás seguro ou, pelo menos, mais seguro. Não dão encontrões uns nos outros senão os que caminham pela mesma estrada. Não deverás, todavia, fazer alarde da tua filosofia; muitos dos seus adeptos viram-se em situações perigosas por a praticarem com excessiva altivez e obstinação. Usa-a tu para te livrares dos teus vícios, não para exprobares os dos outros. Que ela te não leve a viver ao invés de todos os demais, nem a parecer condenar tudo aquilo que não praticas. É possível ser sábio sem jactância e sem provocar hostilidades."
Séneca, in 'Cartas a Lucílio'
sábado, 14 de agosto de 2010
A propósito...
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Viva a preguiça...
“O preguiçoso é um relógio sem corda”. Jaime Balmes
Reparei, há pouco, que há mais de quinze dias não escrevo nadinha no blogue. Não por que os meus escritos sejam importantes, mas pelos visitantes que, por certo, se sentiram frustrados por não encontrarem nada de novo. Na verdade, não me tenho sentido motivado ( e, para além de uma certa preguiça estival, esta ‘mona’ tem andado perdida em pensamentos e lembranças …) para escrever seja o que for. Não por falta de assunto, claro.
Desde os últimos desenvolvimentos (ou recuos?) do caso Freeport até aos fogos que não há maneira de pararem; e darem algum descanso aos abnegados bombeiros que, mesmo com a habitual falta de meios, ( a propósito: por onde tem andado o senhor ministro da Administração Interna?) não deixam de ser autênticos heróis na imensa e árdua tarefa de socorrerem e salvarem pessoas e bens. Bem hajam.
Mas, infelizmente, os fogos e não só, são fruto de toda uma falta de organização que impera neste pobre País. Na verdade, porque não se obrigam os proprietários (incluindo o próprio Estado) a proceder à limpeza e prevenção das zonas florestais?
Será assim tão difícil? Ou, à boa maneira lusa, deixamos correr as coisas e, depois; bem, depois, choramos sobre o leite derramado…
Quando será que haverá coragem para tomar medidas drásticas de prevenção?
Isto para não falar do armazém (?) de uma empresa com as responsabilidades da Portucel que, apesar de situado perto de uma zona industrial, etc., nem sequer tinha uma simples boca de incêndio. Que maravilha!… Por onde andarão os responsáveis pela fiscalização das regras de segurança?
Bem, quanto ao Freeport, nem merece a pena falar. As notícias dos últimos dias, nomeadamente as do jornal Público e o artigo de hoje, de José Manuel Fernandes no mesmo jornal, explicam tanta coisa...
Mais palavras? Não vale a pena. Temos, a meu ver, tudo o que a nossa apatia e desinteresse merecem…
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Reflexões (5)...
Continuam as leituras, as procuras e as meditações (reflexões) sobre a amizade e não só. Leiam, por favor, este belo texto de Arthur Schopenhauer...
"Do mesmo modo que o papel-moeda circula no lugar da prata, também no mundo, no lugar da estima verdadeira e da amizade autêntica, circulam as suas demonstrações exteriores e os seus gestos imitados do modo mais natural possível. Por outro lado, poder-se-ia perguntar se há pessoas que de facto merecem essa estima e essa amizade. Em todo o caso, dou mais valor aos abanos de cauda de um cão leal do que a cem daquelas demonstrações e gestos. A amizade verdadeira e genuína pressupõe uma participação intensa, puramente objectiva e completamente desinteressada no destino alheio; participação que, por sua vez, significa identificarmo-nos de facto com o amigo. Ora, o egoísmo próprio à natureza humana é tão contrário a tal sentimento, que a amizade verdadeira pertence àquelas coisas que não sabemos se são mera fábula ou se de facto existem em algum lugar, como as serpentes marinhas gigantes. Todavia, há muitas relações entre os homens que, embora se baseiem essencialmente em motivos egoístas e ocultos de diversos tipos, passam a ter um grão daquela amizade verdadeira e genuína, o que as enobrece ao ponto de poderem, com certa razão, ser chamadas de amizade nesse mundo de imperfeições. Elas elevam-se muito acima dos vínculos ordinários, cuja natureza é tal, que não trocaríamos mais nenhuma palavra com a maioria dos nossos bons conhecidos, se ouvíssemos como falam de nós na nossa ausência."
in ´Aforismos para a Sabedoria de Vida´