sexta-feira, 11 de junho de 2010

A propósito de uma ideia estrambólica... ou talvez não...

Afinal, a ideia era tão estrambólica, tão estrambólica que, até agora, não mereceu qualquer tipo de comentário. Nem sim, nem sopas...
Como a ideia é minha, poderei sempre pensar que é tão boa, tão boa, que ninguém se atreveu a comentá-la. Por pura inveja, imagino...
Mas a sério, a sério, o que é grave mesmo é ninguém ter dito nada.
Na verdade, a falta de um qualquer comentário faz-me pensar que, quer queiramos, quer não, estamos bem pior do que eu imaginava. Ou seja, o comodismo é cada vez mais uma instituição nacional profundamente enraízada.
Nem uma ideia estrambólica ou talvez não... gerou qualquer tipo de interesse nos eventuais leitores.
E eu a pensar que a ideia iria gerar polémica...
Sou mesmo um convencido!

terça-feira, 8 de junho de 2010

Uma ideia estrambólica ou talvez não...

Como todos sabemos, as coisas não correm nada bem para o nosso pobre País e, consequentemente, para quase todos nós, Portugueses. O desemprego, as dificuldades de toda a ordem, a luta pela sobrevivência, os impostos, o déficit, não parecem querer ajudar a diminuir, por pouco que seja, as dificuldades da grande maioria. Por culpa do Governo, por certo. Pela conjuntura, também. Por decisões políticas tomadas tardia ou erradamente; por, acima de tudo, particularmente, o Senhor Primeiro Ministro, estar sempre mais preocupado com a sua imagem e as suas convicções (?) do que com as realidades do País, chegámos a um ponto de difícil retorno.

É certo que, neste nosso País, há umas quantas Empresas que, mercê da actuação dos seus Gestores e de acertadas decisões, são de topo e um exemplo de que, afinal, em Portugal, ainda há muita gente que sabe gerir mesmo em tempos adversos e conseguir resultados assinaláveis.

Tenho em mente, de há uns dias para cá, lançar através deste insignificante blogue um repto ou um desafio a esses Senhores: por que não juntarem-se, criarem um Grupo para avaliarem com muito cuidado e atenção a situação real do País e proporem, se tal for possível, ao Senhor Presidente da República, a criação de um Governo supra-partidário, de boas vontades, constituído pelas grandes “carolas” da Gestão para que, durante um período de tempo adequado, ( um ano, dois, ou talvez mais ?) gerirem o País com as regras da boa gestão de molde a colocá-lo, de novo, nos carris do desenvolvimento e do progresso e não nos carris da satisfação das vaidadezinhas dos políticos.

Então, será que este desafio é assim tão descabido? Será algo impossível? Será que os grandes Senhores da Gestão, estarão interessados em ajudar o País?

Poder-se-á perguntar o que durante o tempo dum hipotético Governo como o sugerido, aconteceria aos profissionais da política? Cá para mim, particularmente os dos dois maiores partidos políticos, poderiam aproveitar e fazerem estágios junto dos governantes para participarem nas reuniões do Governo, a fim de aprenderem a tomar decisões, a respeitar os outros e as respectivas opiniões, etc., etc. Certamente, tal estágio, ser-lhes-ia muito útil.

De certeza absoluta que, com o empenhamento desinteressado de todos, sem quaisquer interesses em mente que não fossem os deste pobre País, ganharíamos todos e muito!

Por certo, dentro de algum (pouco, por certo) tempo, começaríamos a ter sinais de que estávamos a entrar no bom caminho.

Se tal não acontecesse, seriamos obrigados a chegar à conclusão que, afinal, não há Gestores neste cantinho à beira-mar plantado e que as Empresas de sucesso o são por mero acaso.

Fica o desafio

domingo, 6 de junho de 2010

Pensar e meditar

O Retiro da Alma

Há quem procure lugares de retiro no campo, na praia, na montanha; e acontece-te também desejar estas coisas em grau subido. Mas tudo isto revela uma grande simplicidade de espírito, porque podemos, sempre que assim o quisermos, encontrar retiro em nós mesmos. Em parte alguma se encontra lugar mais tranquilo, mais isento de arruídos, que na alma, sobretudo quando se tem dentro dela aqueles bens sobre que basta inclinar-se para que logo se recobre toda a liberdade de espírito, e por liberdade de espírito, outra coisa não quero dizer que o estado de uma alma bem ordenada. Assegura-te constantemente um tal retiro e renova-te nele. Nele encontrarás essas máximas concisas e essenciais; uma vez encontradas dissolverão o tédio e logo te hão-de restituir curado de irritações ao ambiente a que regressas.

Marco Aurélio (Imperador Romano), in "Pensamentos"